Descobri que pra escrever preciso sentir-me livre.
Preciso provar dos sentimentos que tenho, que trago escondido para expô-los.
Não decifrá-los, nem tanto.
Sinto a inquietante necessidade de por no papel o que está dentro, o que passa em mim e ninguém vê, a não ser através das linhas.
Preciso deixar os sentimentos soltos, os sonhos livres, a cobrança do lado de fora e só ler o texto no fim para que as linhas me apresentem e digam quem eu sou, quem fui naquele instante.
domingo, 22 de abril de 2012
Muitas vezes percebo nas pessoas certo desprezo pela tristeza.
Olho a tristeza diferente. Não como algo que se deve evitar, mas como algo que se deve transformar. Só que lentamente.
Devemos ouvir o som que vem de dentro, deixar que a angústia nos fale quem é e porquê é.
E não atropelá-la com aquela listinha de motivos para ser feliz.
Dar espaço para conversar com a tristeza não é ser infeliz.
Em mim, provo cada sentimento, pois cada um tem seu motivo e necessito sabê-lo.
Não atropelo a angústia, sei que o nó na garganta tem seu motivo e seu tempo.
A tristeza precisa de atenção e paciência.
Pois em mim, só fica o que tem motivo e só vai o que já se esgotou.
Olho a tristeza diferente. Não como algo que se deve evitar, mas como algo que se deve transformar. Só que lentamente.
Devemos ouvir o som que vem de dentro, deixar que a angústia nos fale quem é e porquê é.
E não atropelá-la com aquela listinha de motivos para ser feliz.
Dar espaço para conversar com a tristeza não é ser infeliz.
Em mim, provo cada sentimento, pois cada um tem seu motivo e necessito sabê-lo.
Não atropelo a angústia, sei que o nó na garganta tem seu motivo e seu tempo.
A tristeza precisa de atenção e paciência.
Pois em mim, só fica o que tem motivo e só vai o que já se esgotou.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Cheguei à janela e olhei para o céu, um movimento que faço várias vezes até sentir o meu dia concluído e esperar a vinda do novo. Entendi, de repente, porque gosto tanto da noite, desde sempre: pelo silêncio dela.
Eu sei que o silêncio pode ser ameaçador. Se que muitas vezes põe pra tocar, no volume mais alto, músicas que nossos sentimentos cantam e que falam de coisas que a gente nem sempre quer ouvir. Mas o silêncio é também alimento. O silêncio é também descanso.
- Ana Jácomo.
Eu sei que o silêncio pode ser ameaçador. Se que muitas vezes põe pra tocar, no volume mais alto, músicas que nossos sentimentos cantam e que falam de coisas que a gente nem sempre quer ouvir. Mas o silêncio é também alimento. O silêncio é também descanso.
- Ana Jácomo.
❝ Pensava que escrevia por timidez, por não saber falar, pelas dificuldades de encarar a verdade enquanto ardia, arvorava, arfava. Há muitos que ainda acreditam que começaram a escrever pela covardia de abrir a boca. Nas cartas de amor, por exemplo, eu me declarava para quem gostava pelo papel, e não pela pele, ainda que o caderno seja pele de um figo. O figo, assim como a literatura, é descascado com as unhas, dispensando facas e canivetes. Não sei descascar laranjas e olhos com as unhas, e sim com os dentes. Com as mãos, sei descascar a boca do figo e o figo da boca, mais nada. Acreditei mesmo que escrever era uma fuga, pedra ignorada, silêncio espalhado, um subterfúgio, que não estava assumindo uma atitude e buscava me esconder, me retrair, me diminuir. Mas não. Escrever é queimar o papel de qualquer forma. Desde o princípio, foi a maior coragem, nunca uma desistência, nunca um recuo, e sim avanço e aceitação. Deixar de falar de si para falar como se fosse o outro. Deixar a solidão da voz para fazer letra acompanhada, emendada, uma dependendo da próxima garfada para alongar a respiração. Baixa-se o rosto para levantar o verbo. É necessário mais coragem para escrever do que falar, porque a escrita não depende só de ti. Nasce no momento em que será lida.
— Carpinejar
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