quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Sonho da saudade

Sonhei contigo.
Linda como sempre. Sorriso largo, doce e até infantil.   Resplandecendo uma luz tao forte que a gente não vê nem quando olha fixo pro sol. Ao contrário da luz exuberante do astro-rei, a luz hipnotizava, transcendia e acolhia.
Vestida toda de branco, braços abertos para ter de volta eu, pequena, saudosa, mas feliz em estar em sua presença.
Ao vê-la assim, bela, feliz, alegre, exclamo: "que bom que tu tás bem"!
E um abraço longo e forte, não o suficiente pra sufocar, mas acolhedor para morar, percorremos submersas na imensa luz.
Quantas vezes foi assim. Quando perto me emprestava sempre a luz que trazia consigo...
Acaso acordo. Assim, sem saber porque.
Com lembranças suficientes para querer voltar e sem o gosto da despedida.
Porque na verdade nunca nos despedimos. Nem nunca vamos nos despedir.
Seremos duas até que nos encontremos novamente. Não em sonho. Mas no mais lindo paraíso. Longe dessa saudade, dessas lembranças infinitas, desse nó na garganta e dessa vida aflita.
Desfrutaremos do amor que ainda temos para dedicar uma a outra. Sem mais essa medida volúvel de tempo, sem mais esse aperto angustiante do espaço que nos separa.
Assim, seremos uma num único abraço.

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